"Então ouve tu desde os céus do assento da tua habitação e faze conforme a tudo o que o estrangeiro te suplicar a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome e te temam como o teu povo Israel e a fim de saberem que pelo teu nome é chamada esta casa que edifiquei"
Textus Receptus
"ouve tu dos céus, do teu lugar de habitação, e faz segundo tudo o que o estrangeiro te clamar; para que todos os povos da terra possam conhecer o teu nome, e temer-te como faz o teu povo, Israel; e possam saber que essa casa, a qual edifiquei, é chamada pelo teu nome. "
Oração de Salomão pedindo a Deus que ouça as súplicas dos estrangeiros que orarem voltados para o templo, para que todos os povos conheçam a Deus e o temam.
Explicação Histórica
A expressão 'assento da tua habitação' refere-se ao lugar da presença de Deus, simbolizado pelo propiciatório na Arca da Aliança, que estaria no Santo dos Santos do Templo. 'Estrangeiro' (no hebraico, 'nokri') designa alguém que não é israelita por nascimento. A súplica ('shava') implica um clamor, um pedido fervoroso. O objetivo é que 'todos os povos da terra' (kol-'am-ha'arets) conheçam o nome de Deus (shem) e o temam (yare'), uma expressão de reverência e obediência.
Interpretação Doutrinária
Este versículo demonstra o caráter universal do Deus de Israel, cuja glória e poder não se limitam ao povo eleito. Reforça a doutrina da soberania de Deus sobre todas as nações e a importância de Seu nome ser conhecido e reverenciado por todos. Consolida a verdade de que a casa edificada era para ser um lugar de intercessão e reconhecimento da divindade por todos os que a ela se voltassem, antecipando a abrangência do Evangelho.
Aplicação Prática
Devemos orar não apenas por nós e pelo povo de Deus, mas também pelas nações e por aqueles que ainda não conhecem o Salvador. O Templo, como figura da Igreja e do próprio Cristo, é o lugar onde o nome de Deus é exaltado e onde a salvação é oferecida a todos os que creem, sem distinção.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar este versículo como uma aprovação de qualquer forma de idolatria ou sincretismo religioso, nem como uma justificativa para a entrada de práticas pagãs no culto a Deus. A súplica do estrangeiro é para que conheça e tema o Deus verdadeiro.