Paulo exorta Tito a completar a coleta beneficente (a 'graça') que ele havia iniciado entre os coríntios para os santos necessitados de Jerusalém.
Explicação Histórica
O termo 'exortamos' (παρακαλοῦμεν - parakaloumen) indica um apelo ou encorajamento forte e pastoral. 'Tito' era um colaborador de confiança de Paulo. A expressão 'assim como antes tinha começado' refere-se ao trabalho prévio de Tito em Corinto, onde ele provavelmente iniciou a organização da coleta. A palavra 'graça' (χάριν - charin) é usada metonimicamente para a própria oferta ou dádiva, sendo esta vista como uma manifestação da graça de Deus operando no coração dos crentes e um ato de benevolência mútua, um dom espiritual, não a graça salvífica em si.
Interpretação Doutrinária
Este texto reforça o princípio da caridade cristã e do cuidado mútuo entre os irmãos na fé, um pilar da doutrina pentecostal clássica. A coleta é entendida como uma 'graça' porque é um dom livremente oferecido, motivado pelo Espírito Santo e que reflete a generosidade divina. A exortação para 'acabar' a obra iniciada sublinha a importância da fidelidade e do cumprimento dos compromissos assumidos na obra de Deus e no serviço ao próximo, manifestando a unidade do Corpo de Cristo e a prática da ajuda fraternal, conforme ensinado nos Pontos de Doutrina da CCB.
Aplicação Prática
O crente deve ser diligente e fiel para completar os propósitos e as obras de caridade que iniciou no serviço ao Senhor. A generosidade, expressa na contribuição voluntária para suprir as necessidades dos santos, é uma evidência da graça de Deus na vida do fiel e deve ser praticada com amor e prontidão.
Precauções de Leitura
É crucial não confundir a 'graça' mencionada aqui, que se refere a um ato de benevolência e oferta, com a graça salvífica mediante a fé em Cristo (Efésios 2:8-9). O versículo não estabelece um requisito legalista para doações, mas sim exorta à conclusão de um compromisso de amor voluntário. A salvação é dom de Deus, não resultado de obras ou contribuições financeiras.