O versículo instrui os crentes a se submeterem a todas as instituições e autoridades humanas, incluindo o rei, por reverência e amor ao Senhor.
Explicação Histórica
A expressão 'sujeitai-vos' vem do grego 'hypotassō', que significa 'colocar-se sob', 'subordinar-se'. 'Toda a ordenação humana' (grego 'pasē anthrōpinē ktisei') refere-se a toda instituição, estrutura ou autoridade estabelecida por homens no âmbito civil ou governamental. A motivação central, 'por amor do Senhor' (grego 'dia ton kyrion'), indica que esta submissão não é meramente por obrigação cívica ou medo, mas um ato de obediência e adoração a Deus. O 'rei' (grego 'basilei') é apresentado como a autoridade máxima dentro dessa 'ordenação humana', servindo como exemplo principal da autoridade à qual se deve sujeitar.
Interpretação Doutrinária
A doutrina pentecostal clássica enfatiza que a vida do crente deve ser um testemunho de santificação e obediência. A submissão às autoridades civis, conforme instruído aqui, é vista como um dever cristão que honra a Deus e reflete a ordem divina estabelecida para a sociedade (Romanos 13:1). Essa obediência, motivada pelo amor ao Senhor, demonstra a transformação interior operada por Cristo, contribuindo para a reputação da Igreja e a propagação do evangelho, sem comprometer a fé ou os princípios bíblicos.
Aplicação Prática
O cristão deve viver como um cidadão exemplar, respeitando e obedecendo às leis e autoridades constituídas do país. Esta postura de submissão e respeito é uma manifestação pública da fé em Cristo e um meio de dar bom testemunho, glorificando a Deus e respondendo com dignidade aos que questionam ou difamam a fé.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar 'toda a ordenação humana' como uma submissão incondicional a qualquer comando que contrarie os mandamentos de Deus. A submissão é 'por amor do Senhor', o que implica que a lealdade suprema é a Deus. Quando as exigências humanas se opõem diretamente à lei divina, a Bíblia ensina que 'mais importa obedecer a Deus do que aos homens' (Atos 5:29). Este versículo não justifica a inação diante da injustiça, mas instrui sobre a postura geral de respeito às instituições.