Este versículo questiona retoricamente se os ricos opressores não blasfemam o bom nome de Jesus Cristo invocado sobre os crentes.
Explicação Histórica
A expressão 'blasfemam eles' (βλασφημοῦσιν) refere-se a falar injuriosamente, difamar ou profanar. 'O bom nome' (τὸ καλὸν ὄνομα) é uma referência inequívoca ao nome de Jesus Cristo, que é 'bom' por sua santidade e poder salvífico. 'Que sobre vós foi invocado' (τὸ ἐπικληθὲν ἐφ' ὑμᾶς) denota que os crentes são identificados e pertencem a este Nome, sendo chamados de 'cristãos' por Ele, um conceito que remete à posse e à identificação com Deus no Antigo Testamento (cf. Deuteronômio 28:10). Os ricos, ao oprimirem os crentes, desonram indiretamente o Nome de Cristo.
Interpretação Doutrinária
Conforme a doutrina pentecostal, o 'bom nome' é o Nome de Jesus Cristo, o único Nome pelo qual há salvação (Atos 4:12) e sobre o qual todo crente foi invocado e selado. A blasfêmia contra este Nome, seja por palavras ou por ações de opressão e injustiça, é uma grave ofensa ao Senhor. Este texto reforça a importância de viver de modo digno do chamado em Cristo, de forma que o testemunho do crente não leve outros a blasfemar o Santo Nome.
Aplicação Prática
O cristão deve sempre honrar o Nome de Jesus Cristo em suas palavras e atitudes, evitando qualquer prática ou associação que possa desonrá-lo. Devemos ser zelosos em nossa conduta, especialmente na justiça e no amor ao próximo, para que o bom Nome invocado sobre nós seja glorificado e não blasfemado pelos de fora ou mesmo pelos que se dizem irmãos.
Precauções de Leitura
É crucial não isolar este versículo para generalizar a condenação da riqueza, mas sim para condenar a opressão, a injustiça e a blasfêmia contra o Nome de Cristo. A 'blasfêmia' aqui não é apenas verbal, mas também prática, por meio de ações que contradizem os princípios do Evangelho. O foco é a incompatibilidade da opressão com a honra devida a Jesus.