"Vomitarias o bocado que comeste e perderias as tuas suaves palavras"
Textus Receptus
"Vomitarás o bocado que comeste, e perderás as tuas doces palavras."
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Texto Central
O versículo adverte que as palavras ásperas e a gula associadas a um banquete corrupto devem ser rejeitadas e desfeitas, como um vômito que expulsa algo prejudicial.
Explicação Histórica
O hebraico 'pattîyâḥ' (desfarias, arruinarias) sugere a destruição ou invalidação de algo; aqui, refere-se ao desfazimento do prazer ou benefício obtido pela gula ('bocado que comeste'). 'Môṯā'' (bocado, porção) indica a comida consumida. O termo 'dĕbārayik' (tuas palavras) se refere às palavras agradáveis ('mā'allîm', suaves, doces) que foram ditas, provavelmente em lisonja ou para justificar a participação no banquete, que devem ser igualmente rejeitadas.
Interpretação Doutrinária
Este provérbio reforça a doutrina da santificação e da necessidade de pureza em palavras e ações. A mensagem sublinha que a comunhão e os prazeres obtidos através de meios ilícitos ou em companhia imprópria são corruptos e devem ser repudiados. A CCB ensina que a santificação envolve a separação do mal e a busca por uma conduta irrepreensível perante Deus e os homens, incluindo a vigilância sobre a língua.
Aplicação Prática
Devemos abster-nos de desfrutar de benefícios ou prazeres obtidos de forma desonesta ou imoral, e rejeitar palavras de lisonja ou que validem o mal. A pureza de coração e de linguagem é essencial para a vida cristã autêntica.
Precauções de Leitura
Não interpretar este versículo isoladamente como uma condenação geral a comer ou falar; o contexto é específico sobre a corrupção e a opressão. Evitar aplicá-lo a situações triviais sem considerar a natureza moral do ato.