"de vinho e de bebida forte se apartará vinagre de vinho ou vinagre de bebida forte não beberá nem beberá alguma beberagem de uvas nem uvas frescas nem secas comerá"
Textus Receptus
"deverá se separar do vinho e da bebida forte, e não beberá vinagre de vinho, nem vinagre de bebida forte, nem bebida alguma feita de uvas, nem comerá uvas, sejam frescas ou secas. "
Este versículo detalha as restrições alimentares e de bebida para o nazireu, proibindo o consumo de qualquer produto derivado da videira, incluindo vinho, vinagre, suco e até mesmo frutas secas ou frescas.
Explicação Histórica
A expressão hebraica 'yayin' refere-se a vinho ou bebida fermentada. 'Shekhar' é uma bebida intoxicante mais genérica, possivelmente feita de cereais fermentados ou outras frutas. A proibição de 'khometz yayin' (vinagre de vinho) e 'khometz shekhar' (vinagre de bebida forte) estende a restrição a produtos secundários fermentados. 'Eshekol min ha-enav' (uva amassada) e 'enav khumah v'khul' (uva seca e fresca) cobrem todas as formas de uva, proibindo o consumo de qualquer parte da videira que possa ter passado por fermentação ou ser consumida em sua forma natural.
Interpretação Doutrinária
O nazireado, conforme descrito em Números 6, exemplifica o princípio bíblico de separação do mundo e dedicação a Deus. As restrições, como as detalhadas neste versículo, apontam para a necessidade de santificação pessoal e autodisciplina para viver uma vida agradável a Deus. Embora o voto de nazireado fosse específico para a Antiga Aliança, o princípio de renúncia a desejos mundanos para honrar a Deus permanece relevante para os cristãos sob a Nova Aliança.
Aplicação Prática
Todo crente deve buscar viver em santificação, abstendo-se daquilo que pode escravizar a carne, desviar o coração de Deus ou comprometer o testemunho cristão. Isso implica em uma vigilância constante contra os prazeres e vícios do mundo que se opõem à vontade divina.
Precauções de Leitura
Este versículo não deve ser interpretado como uma proibição universal para todos os crentes de consumir produtos de uva, mas sim como uma regra específica para o voto de nazireado na Antiga Aliança. Aplicar essas restrições específicas a todos os cristãos hoje seria um erro de interpretação legalista.