"E disseram-me Os restantes que restaram do cativeiro lá na província estão em grande miséria e desprezo e o muro de Jerusalém fendido e as suas portas queimadas a fogo"
Textus Receptus
"E eles me disseram: Os restantes, que ficaram do cativeiro, lá na província, estão em grande aflição e desprezo; e a muralha de Jerusalém também está demolida, e os seus portões estão queimados pelo fogo. "
Os que retornaram do exílio em Jerusalém estavam em grande aflição, com o muro da cidade em ruínas e as portas destruídas.
Explicação Histórica
Os 'restantes' referem-se aos judeus que voltaram do exílio (2 Cr 36:20-23). 'Grande miséria e desprezo' (tsar zarâ) descreve uma condição de opressão severa e humilhação pública. 'Muro de Jerusalém fendido' (hômôt yerûshaláyim hãphrûtsôt) indica que a cidade estava desprotegida e vulnerável. 'Portas queimadas a fogo' (ûš'arêyhã bā'éš šarûpôt) descreve a destruição completa das entradas, simbolizando a falta de segurança e acesso.
Interpretação Doutrinária
Este relato evidencia a soberania de Deus em trazer Seu povo de volta do exílio, mas também a necessidade de obediência e a restauração da nação para que a promessa divina se cumprisse. A condição do muro e das portas aponta para a importância da ordem, segurança e proteção para o povo de Deus, elementos essenciais para a adoração e a vida comunitária conforme os preceitos divinos.
Aplicação Prática
Devemos zelar pela 'casa' de Deus (a igreja) e pela nossa própria vida espiritual, mantendo a ordem, a segurança e a santidade, pois a desordem e o desprezo enfraquecem o testemunho do Evangelho e impedem o avanço da obra de Deus.
Precauções de Leitura
Não interpretar o estado do muro como uma condenação divina irrevogável, mas como uma situação que demandava ação e restauração pela fé e pelo trabalho humano com a ajuda de Deus. Evitar uma leitura literalista descontextualizada da ação restauradora subsequente.