"Pelo que também eu disse Não os expelirei de diante de vós antes estarão às vossas ilhargas e os seus deuses vos serão por laço"
Textus Receptus
"Pelo que eu também disse: Eu não os expulsarei de diante de vós, mas eles serão como espinhos nos vossos lados, e os seus deuses serão uma armadilha para vós. "
O Senhor declara que não expulsará completamente as nações pagãs remanescentes, permitindo que elas permaneçam como um teste para Israel, servindo como um lembrete constante de suas transgressões e uma fonte de tentação através de seus deuses.
Explicação Histórica
O 'Eu' refere-se ao Anjo do Senhor, que falou com Israel em Boquim. 'Não os expelirei de diante de vós' indica uma permissão para que as nações pagãs permaneçam na terra. 'Estarão às vossas ilhargas' (hebraico: 'tsirim' ou 'tsarim', que pode significar 'lados', 'costas' ou 'ao lado de') descreve sua proximidade incômoda e persistente. 'Os seus deuses vos serão por laço' (hebraico: 'môqesh', que significa 'armadilha', 'laço', 'tropeço') aponta para a influência corruptora e o perigo de idolatria que essas nações e seus deuses representariam.
Interpretação Doutrinária
Este texto ilustra a soberania de Deus em permitir circunstâncias que testam a fé de Seu povo, bem como a consequência direta da desobediência e da falta de fé. Reforça a doutrina da santificação e da necessidade de se apartar de toda influência pecaminosa e idolátrica, pois a tolerância com o erro e com o mundo leva à queda espiritual. A permanência das nações serve como um exemplo claro de como a associação com o mal resulta em escravidão espiritual e sofrimento.
Aplicação Prática
Os crentes devem estar vigilantes contra as influências pecaminosas do mundo que nos cercam. Não devemos permitir que o secularismo, a idolatria moderna (seja material, de status ou de autossuficiência) ou práticas contrárias à Palavra de Deus se tornem 'laços' em nossas vidas, comprometendo nossa comunhão com Deus e nosso testemunho.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar este versículo como uma aprovação divina da convivência com o pecado ou a idolatria. A permissão de Deus aqui está ligada à desobediência de Israel e serve como um juízo e teste, não como um mandamento para a tolerância do mal. Isolá-lo pode levar a uma falsa segurança ou a uma justificativa para manter associações espirituais perigosas.