"Então foram Elifaz o temanita e Bildade o suíta e Sofar o naamatita e fizeram como o Senhor lhes dissera e o Senhor aceitou a face de Jó"
Textus Receptus
"Então Elifaz, o temanita, e Bildade, o suíta, e Zofar, o naamatita, foram e fizeram de acordo com o que o SENHOR lhes ordenou; o SENHOR também aceitou Jó."
Elifaz, Bildade e Sofar, amigos de Jó, obedeceram à ordem divina de interceder por Jó, e Deus aceitou a súplica em favor de Jó.
Explicação Histórica
O verbo hebraico 'shâ'a' (aceitou/olhou favoravelmente) implica que Deus atendeu benignamente à oração e ao sacrifício dos amigos, demonstrando Sua aprovação e disposição para restaurar Jó. A expressão 'aceitou a face de Jó' (hebraico: 'nâthân pâney-Iyôv') é uma idiomática que significa que Deus não olhou com desagrado ou reprovação para Jó, mas sim com favor e misericórdia, indicando a aceitação de sua condição e a sua reintegração.
Interpretação Doutrinária
Este texto reafirma a soberania de Deus e Sua disposição em ouvir as orações de intercessão feitas em conformidade com Sua vontade. Demonstra que, mesmo após o sofrimento e a repreensão divina, a obediência à Palavra de Deus (neste caso, através dos amigos) leva à Sua aceitação e restauração, salientando a importância da intercessão e do sacrifício agradável a Deus.
Aplicação Prática
Devemos ser diligentes em interceder uns pelos outros, especialmente quando alguém passa por provações. A obediência à instrução divina, mesmo quando difícil, agrada a Deus e abre caminho para Sua graça e restauração em nossas vidas e na vida daqueles por quem oramos.
Precauções de Leitura
Não se deve isolar este versículo para sugerir que a intercessão dos amigos foi suficiente por si só para a restauração sem o arrependimento de Jó (implícito em sua confissão anterior, Jó 42:6). A aceitação divina é condicionada à obediência e à sinceridade.