O versículo questiona o valor de oferendas ou atos de justiça feitos por um homem justo a Deus, sugerindo que a justiça humana não acrescenta nada à perfeição divina.
Explicação Histórica
A pergunta retórica '<m2>que lhe darás?</m2>' (em hebraico, 'mah-titên-lô') indaga o que um ser humano pode oferecer a Deus que Ele não possua. A segunda parte, '<m2>ou que receberá da tua mão?</m2>' ('mah-yikáh meth-yadekhá'), reforça a ideia de que Deus não depende nem aceita presentes ou benefícios do homem como se fossem necessários para Ele. A ênfase está na suficiência e autossuficiência de Deus.
Interpretação Doutrinária
Este texto sustenta a doutrina da soberania absoluta e da completa suficiência de Deus. Nossas boas obras ou oferendas não são feitas para 'ajudar' a Deus, mas como um ato de adoração e obediência que glorifica a Ele. A salvação e a aceitação vêm unicamente pela graça de Deus, não por mérito humano, como ensina a Escritura (Efésios 2:8-9).
Aplicação Prática
O cristão deve entender que servir a Deus e praticar a justiça são expressões de gratidão e amor por aquilo que já recebeu em Cristo, e não meios de obter o favor divino. Devemos nos dedicar às boas obras com humildade, reconhecendo que tudo vem de Deus e para a Sua glória.
Precauções de Leitura
Evitar interpretar este versículo como desincentivo à prática da justiça e à adoração. Ele não nega a importância das nossas ofertas e atos de bondade, mas sim a motivação errônea de pensar que estamos 'contribuindo' para a perfeição de Deus ou 'merecendo' algo Dele.