O versículo questiona a utilidade do homem para Deus e afirma que a prudência do homem é, em última instância, benéfica apenas para si mesmo.
Explicação Histórica
A interrogação retórica 'Porventura o homem será de algum proveito a Deus?' (Hebraico: 'Ha-yitron le'El el adam?') expressa a inutilidade prática do ser humano para a divindade. A frase 'Antes a si mesmo o prudente será proveitoso' (Hebraico: 'Ki im ken, le-atsmo yitron lehacham') sugere que a sabedoria ou a retidão de um indivíduo é primariamente para o seu próprio benefício, não para o de Deus.
Interpretação Doutrinária
O versículo, dentro do contexto das palavras de Elifaz, aponta para a soberania absoluta de Deus e a incapacidade humana de acrescentar algo ao Seu ser ou glória. Embora o homem possa ser útil em cumprir o propósito de Deus (como Jó foi em sua fidelidade apesar do sofrimento), o benefício intrínseco para Deus não é o foco. A doutrina bíblica enfatiza que a salvação e a vida eterna são dons de Deus, não algo que o homem possa oferecer ou que o torne proveitoso para Deus em Sua essência divina. A retidão humana é vista como resposta e obediência ao Criador, não como um acréscimo ao Seu ser.
Aplicação Prática
Devemos viver com retidão e prudência, não buscando primariamente um benefício material ou um 'ganho' para Deus em troca de nossas ações, mas sim por amor e obediência a Ele, reconhecendo que nossa própria edificação espiritual e comunhão com Deus são as maiores recompensas.
Precauções de Leitura
Evitar a interpretação de que a vida virtuosa não tem valor ou propósito. O versículo não nega que Deus se agrada da obediência e da fé, nem que os servos de Deus são instrumentos em Suas mãos. O foco é a incapacidade humana de 'contribuir' para a divindade em si.