"Não me temereis a mim diz o Senhor não temereis diante de mim que pus a areia por limite ao mar por ordenança eterna que ele não traspassará ainda que se levantem as suas ondas não prevalecerão ainda que bramem não a traspassarão"
Textus Receptus
"Vós não temeis a mim? diz o SENHOR. Vós não tremeis à minha presença, que pus a areia para o limite do mar como um decreto perpétuo, que o mar não pode transpassá-la. E embora as suas ondas se agitem, contudo não podem prevalecer, embora rujam, não podem atravessá-la?"
Deus confronta a insensibilidade de Seu povo lembrando-os de Sua soberania absoluta sobre as leis da natureza e Seu poder criador.
Explicação Histórica
O termo 'temer' (yare) aqui implica uma reverência profunda diante da majestade divina. A 'areia por limite ao mar' utiliza uma metáfora da criação para ilustrar o poder de Deus que, por decreto ('ordenança eterna' ou chuq), impõe uma fronteira infranqueável ao caos das águas, simbolizando a ordem sobre o domínio incontrolável.
Interpretação Doutrinária
O texto reafirma a doutrina da soberania de Deus sobre a criação, evidenciando que, se a natureza obedece ao Criador, o homem tem a obrigação moral de temê-Lo, arrependendo-se de seus pecados e submetendo-se à Sua vontade revelada.
Aplicação Prática
O fiel deve reconhecer que a mesma mão que sustenta o universo cuida de sua vida, devendo viver com um temor constante e reverente diante de Deus, buscando santificação e obediência fiel em meio às tribulações.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar interpretar este texto como uma ode ao panteísmo ou apenas como um fato geológico; o foco é estritamente a relação de aliança entre o Criador e o povo que se desviou.