"Mudastes porém e profanastes o meu nome e fizestes voltar cada um ao seu servo e cada um à sua serva os quais já tínheis despedido forros conforme a sua vontade e os sujeitastes para que se vos fizessem servos e servas"
Textus Receptus
"Todavia tornastes e contaminastes meu nome, e fizestes retornar cada homem a seu servo, e cada homem a sua serva, a quem ele tinha colocado em liberdade conforme a sua vontade, e os trouxeram em sujeição, para vos serem por servos e por servas."
O povo de Judá quebrou a aliança com Deus ao reescravizar seus irmãos hebreus, a quem haviam libertado conforme a lei mosaica.
Explicação Histórica
O termo 'profanar o nome' indica que o juramento feito ao Senhor foi tratado com descaso, revelando hipocrisia. A ação de 'fazer voltar' ao estado de servidão demonstra a desobediência deliberada ao estatuto de Êxodo 21:2 e Deuteronômio 15:12, que exigia a libertação de escravos hebreus após seis anos.
Interpretação Doutrinária
Este texto ilustra que Deus não aceita um arrependimento superficial ou condicional; a verdadeira santificação exige fidelidade aos mandamentos e compromissos firmados diante d'Ele, sob pena de juízo divino por tratar a Palavra de Deus como mercadoria.
Aplicação Prática
O cristão deve ser homem de palavra, mantendo sua fidelidade aos compromissos com Deus e com o próximo, sem permitir que circunstâncias externas ditem sua obediência à ética bíblica.
Precauções de Leitura
Cuidado para não usar este texto apenas como condenação social; o foco central é a quebra do pacto com Deus e o desrespeito pela santidade do nome do Senhor através da desobediência direta.