"E será que quando te disserem Para onde iremos dir-lhes-ás Assim diz o Senhor Os que para a morte para a morte e os que para a espada para a espada e os que para a fome para a fome e os que para o cativeiro para o cativeiro"
Textus Receptus
"E será que, se eles disserem para ti: Para onde nós sairemos? Então tu lhes dirás: Assim diz o SENHOR: Os que são para a morte, em direção à morte, e os que são para a espada, em direção à espada, e os que são para a fome, em direção à fome, e os que são para o cativeiro, em direção ao cativeiro."
O versículo comunica o decreto irrevogável de julgamento divino sobre Judá, estabelecendo que não há escapatória para aqueles que rejeitaram a Deus.
Explicação Histórica
O profeta utiliza uma estrutura poética de repetição (anáfora) para enfatizar a certeza e a variedade do juízo (morte, espada, fome e cativeiro), ecoando o juízo predito anteriormente em Ezequiel 14:21 e Deuteronômio 28.
Interpretação Doutrinária
Reflete a soberania divina na aplicação da justiça e a seriedade do pecado, demonstrando que Deus é paciente, mas que a rejeição contumaz à Sua Palavra leva ao esgotamento do tempo da graça e à colheita das consequências do juízo.
Aplicação Prática
O fiel deve cultivar o temor a Deus através do arrependimento contínuo, compreendendo que a obediência ao Evangelho é o único caminho para escapar da ira vindoura sobre o mundo.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar interpretar este texto como uma negação da misericórdia de Deus ou como fatalismo destituído de contexto; trata-se especificamente do julgamento teocrático de Judá em um momento histórico de endurecimento total do coração do povo.