"De quem fazeis o vosso passatempo contra quem escancarais a boca e deitais para fora a língua porventura não sois filhos da transgressão semente da falsidade"
Textus Receptus
"Contra quem fazeis vós zombaria? Contra quem escancarais a boca e mostrais a língua? Não sois vós filhos de transgressão, uma prole de falsidade?"
O profeta Isaías repreende o povo por zombar e se portar com desdém contra Deus e Sua justiça, questionando sua identidade como filhos de uma linhagem pecaminosa e enganosa.
Explicação Histórica
A frase 'De quem fazeis o vosso passatempo?' (em hebraico, 'al-mi titchateku') sugere uma zombaria ou escárnio dirigido a Deus ou aos Seus justos. 'Escancarais a boca, e deitais para fora a língua' (em hebraico, 'tiftach-ru 'et-piyekha, utarpeq-na lashon') descreve um gesto de escárnio deliberado e provocativo. 'Porventura não sois filhos da transgressão, semente da falsidade?' (em hebraico, 'ha-lo 'attem baney-pesha' zera' sheqer') é uma pergunta retórica que expõe a verdadeira natureza do povo, indicando que seu comportamento é inerente à sua descendência pecaminosa e enganosa.
Interpretação Doutrinária
Este texto reforça a doutrina da depravação humana e da necessidade de redenção. Ele mostra que a natureza pecaminosa ('filhos da transgressão', 'semente da falsidade') leva o homem a se rebelar contra Deus e a zombar de Sua santidade e justiça. A exortação implícita é a de reconhecer a própria pecaminosidade e buscar a purificação, conforme ensinado nas Escrituras sobre o arrependimento e a salvação em Cristo. A soberania de Deus é manifesta em Sua capacidade de expor o coração rebelde do homem.
Aplicação Prática
Os crentes devem evitar qualquer atitude de escárnio ou desrespeito para com Deus, Sua Palavra, Seus servos ou Sua justiça. Devemos reconhecer nossa própria tendência ao pecado e buscar constantemente a santificação, afastando-nos da falsidade e da transgressão, vivendo em verdade e reverência diante do Senhor.
Precauções de Leitura
É crucial não isolar este versículo, interpretando-o como uma permissão para julgar os outros. A intenção do profeta é expor a hipocrisia e o pecado do povo, não encorajar o juízo humano. Devemos aplicar a pergunta retórica primariamente a nós mesmos, em um autoexame diante de Deus.