"Longe de ti que faças tal coisa que mates o justo com o ímpio que o justo seja como o ímpio longe de ti seja Não faria justiça o Juiz de toda a terra"
Textus Receptus
"Esteja longe de ti fazer segundo essa maneira, matar os justos com os ímpios; e que os justos sejam como os ímpios, isso esteja longe de ti. Não fará justiça o Juiz de toda a terra?"
Abraão intercede perante o Senhor reafirmando a retidão absoluta de Deus no exercício do juízo divino. Ele apela ao caráter imutável e justo de Deus para que o inocente não seja tratado como o culpado.
Explicação Histórica
A expressão 'Longe de ti' (hebraico: chalilah) é uma forte exclamação de repúdio à ideia de injustiça divina. Ao designar a Deus como o 'Juiz de toda a terra', Abraão utiliza um título que sublinha a soberania, a autoridade e a imparcialidade de Deus como o único Legislador e Juiz supremo do universo.
Interpretação Doutrinária
A doutrina pentecostal compreende este texto como uma confirmação da santidade de Deus e da necessidade de separação entre o santo e o profano. Deus não ignora a justiça e a retidão, e Seu julgamento é sempre pautado em Sua própria natureza, o que reafirma a importância da santificação para aqueles que aguardam o dia do Juízo Final.
Aplicação Prática
O crente deve viver de modo a ser reconhecido como justo diante de Deus, confiando que, independentemente das circunstâncias mundanas, o Senhor conhece os seus e julgará todas as coisas com perfeita equidade e retidão.
Precauções de Leitura
Evite usar este texto para sugerir que Deus pode ser 'persuadido' ou 'mudado' por intercessão humana; a intercessão de Abraão é, na verdade, um reconhecimento da própria natureza justa de Deus, não uma tentativa de alterar Suas decisões perfeitas.