Paulo exorta os irmãos a se alegrarem no Senhor e afirma que a repetição das instruções é para a segurança deles.
Explicação Histórica
A palavra grega 'loipon', traduzida como 'RESTA', pode significar 'finalmente', 'além disso' ou 'quanto ao mais', indicando uma transição para um novo ponto importante. 'Regozijeis no Senhor' (chairete en Kyrio) é um imperativo, uma ordem contínua para encontrar a alegria e o contentamento exclusivos em Cristo. 'Não me aborreço de escrever-vos as mesmas coisas' (ouden okneron moi to graphein hymine ta auta) denota que Paulo não considera a repetição um fardo, sugerindo que estas 'mesmas coisas' são verdades fundamentais ou advertências anteriores que ele irá elaborar. A expressão 'e é segurança para vós' (kai hymine asphales) indica que a reiteração de doutrinas essenciais serve como proteção e firmeza para os crentes contra o erro.
Interpretação Doutrinária
A ordem para regozijar-se 'no Senhor' salienta que a verdadeira alegria cristã não se baseia em circunstâncias, mas na Pessoa e obra de Cristo, sendo um fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22). A repetição de ensinamentos fundamentais por parte do apóstolo, visando a 'segurança' dos crentes, reforça a importância da perseverança na sã doutrina para a preservação da fé e a proteção contra desvios, como a CCB entende a necessidade de ser guiado pelo Espírito em toda a verdade (João 16:13) e pela Palavra.
Aplicação Prática
O cristão deve cultivar uma alegria constante e inabalável que tem sua fonte exclusiva em Cristo Jesus, independentemente das provações. É vital valorizar a instrução bíblica contínua e a repetição das verdades do Evangelho, pois elas fortalecem a fé e oferecem firmeza espiritual contra as influências enganosas do mundo.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar o 'regozijar-se' como um sentimento superficial ou uma negação das dificuldades, mas como uma atitude de fé e confiança. A menção de 'mesmas coisas' não justifica a estagnação no aprendizado, mas sublinha a importância de consolidar a base doutrinária. A segurança mencionada não dispensa a vigilância pessoal e a busca por um conhecimento mais profundo da Palavra de Deus.