"E os querubins alçaram as suas asas e se elevaram da terra aos meus olhos quando saíram e as rodas os acompanhavam e pararam à entrada da porta oriental da casa do Senhor e a glória do Deus de Israel estava no alto sobre eles"
Textus Receptus
"E os querubins levantaram as suas asas, e se elevaram da terra à minha vista; quando eles saíram, as rodas também estavam do lado deles, e cada um parou à porta do portão do leste da casa do SENHOR; e a glória do Deus de Israel estava em cima sobre eles. "
A visão descreve os querubins, símbolos da presença e do poder de Deus, se movendo e se retirando da casa do Senhor, indicando um afastamento divino.
Explicação Histórica
Os 'querubins' (KJV: cherubims) eram seres celestiais que guardavam a presença de Deus. Sua elevação e movimento, juntamente com as 'rodas' (KJV: wheels), que são descritas como 'ofan', um termo relacionado a rodas ou movimento giratório, simbolizam a mobilidade e o poder soberano de Deus. A 'glória do Deus de Israel' (KJV: glory of the God of Israel) representa a manifestação visível e tangível da presença do Senhor, que neste momento se encontra sobre os querubins.
Interpretação Doutrinária
Este relato reforça a doutrina da soberania e da transcendência de Deus. A glória divina não está presa a um local físico, como o Templo, mas é móvel e acompanha o povo de Deus ou o Seu propósito. Demonstra que a presença de Deus pode se afastar em juízo quando há pecado e rebelião, mas também indica que a fidelidade de Deus à Sua aliança permanece.
Aplicação Prática
Os crentes devem reconhecer que a verdadeira adoração e a presença de Deus não dependem de estruturas físicas ou rituais externos, mas da condição do coração. A santidade é essencial para a comunhão com Deus; o pecado pode levar ao afastamento da Sua presença, motivando um contínuo autoexame e arrependimento.
Precauções de Leitura
Evitar interpretar os querubins e rodas como meros símbolos sem significado espiritual, ou sugerir que a glória de Deus pode ser contida por edifícios. O afastamento da glória representa juízo divino devido ao pecado, e não uma ausência permanente de Deus.