Deus confere a Moisés uma autoridade divina sobre Faraó e designa Arão como seu porta-voz para entregar a mensagem divina de libertação.
Explicação Histórica
A expressão "por Deus" (hebraico 'Elohim') não indica que Moisés se tornou uma divindade, mas que ele seria o representante de Deus, investido de Sua autoridade plena, diante de Faraó. A palavra "profeta" (hebraico 'navi') significa um porta-voz, alguém que fala em nome de outro. Arão atuaria como a voz de Moisés, transmitindo as palavras que Moisés receberia diretamente de Deus.
Interpretação Doutrinária
Este versículo demonstra a soberania de Deus em capacitar Seus servos com autoridade espiritual para cumprir Seus propósitos divinos. A delegação de autoridade a Moisés e o papel de Arão como profeta ilustram a provisão divina de instrumentos humanos e a manifestação dos dons espirituais, como a profecia, para transmitir a vontade de Deus e guiar Seu povo, alinhando-se à crença pentecostal na atualidade e funcionalidade desses dons para edificação, exortação e consolação (1 Coríntios 14:3).
Aplicação Prática
O crente é chamado a reconhecer que Deus pode investir Seus servos de autoridade espiritual para confrontar as adversidades e anunciar Sua verdade no mundo. É fundamental confiar na soberania de Deus que capacita e provê os meios e auxiliares necessários para a realização de Seus propósitos, mesmo diante de grande oposição.
Precauções de Leitura
É crucial evitar interpretar a expressão "por Deus" literalmente, pois Moisés era um homem, um servo com autoridade delegada, e não uma divindade. Não se deve usar este texto para justificar a exaltação humana ou autoridade absoluta que não esteja submetida à Palavra e à vontade de Deus.