"E a coberta da porta do pátio era de obra de bordador de azul e de púrpura e de carmesim e de linho fino torcido e o comprimento era de vinte côvados e a altura na largura de cinco côvados defronte das cortinas do pátio"
Textus Receptus
"E a cortina para a porta do pátio era bordado, de azul, de púrpura, de escarlate, e linho fino torcido. E vinte côvados era o comprimento, e a altura, na largura, era de cinco côvados correspondente às cortinas do pátio."
O versículo descreve a cortina de entrada do pátio do Tabernáculo, detalhando suas cores, materiais elaborados e dimensões específicas.
Explicação Histórica
A 'coberta da porta do pátio' refere-se ao véu da entrada principal. A 'obra de bordador' denota artesanato qualificado e decorativo. As cores 'azul, púrpura e carmesim' eram tinturas raras e caras, simbolizando respectivamente a divindade ou celestialidade, a realeza e o sacrifício ou vida. O 'linho fino torcido' representa pureza e retidão. As dimensões de 'vinte côvados' de comprimento por 'cinco côvados' de altura especificam o tamanho exato da entrada, que correspondia à altura das cortinas do pátio.
Interpretação Doutrinária
No referencial pentecostal, a porta do pátio do Tabernáculo tipifica Jesus Cristo como a única porta de acesso a Deus (João 10:9). As cores ricas - azul (divindade), púrpura (realeza) e carmesim (sacrifício de sangue) - juntamente com o linho fino (pureza e justiça), apontam para a pessoa e obra multifacetada de Cristo, que é Deus, Rei e o Redentor que nos justifica.
Aplicação Prática
Os crentes são exortados a reconhecer que a salvação e o acesso à presença de Deus são exclusivamente por meio de Jesus Cristo. A entrada pela porta elaborada simboliza a necessidade de arrependimento e fé em Cristo para a vida eterna, e de uma caminhada em santidade e pureza, conforme o linho fino, refletindo a justiça que Dele recebemos.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar o material ou as cores do véu como elementos com poder salvífico em si mesmos, mas sim como símbolos que apontam para a pessoa e a obra redentora de Jesus Cristo. A tipologia deve sempre ser subordinada à revelação plena encontrada no Novo Testamento sobre a salvação em Cristo.