Após a destruição dos egípcios, Israel presenciou a poderosa intervenção de Deus, o que os levou a temer o Senhor e a crer Nele e em Moisés.
Explicação Histórica
A expressão 'grande mão' é uma antropomorfia que simboliza o poder e a ação soberana de Deus manifestados de forma sobrenatural e esmagadora. 'Temeu o povo ao Senhor' denota uma reverência profunda e santa, um reconhecimento da magnitude e santidade de Deus, e não apenas um pavor. 'Creram no Senhor e em Moisés, seu servo' indica uma fé que se consolidou pela experiência visível, aceitando a divindade de Deus e a autoridade delegada a Moisés como Seu mensageiro.
Interpretação Doutrinária
Este evento demonstra a doutrina da soberania e do poder de Deus em intervir na história para libertar Seu povo e julgar os ímpios. A 'grande mão' de Deus é a manifestação de Sua glória e Seu domínio sobre a criação. O temor reverente e a crença consequente em Deus, e em Seu servo (Moisés), ilustram a necessidade de fé em Jesus Cristo, o maior Servo de Deus, para a salvação e a vida em santificação, reconhecendo a autoridade de Deus e de Sua Palavra. A providência divina é ativa na vida do crente hoje, confirmando a Sua Palavra através de milagres e sinais, conforme a teologia pentecostal.
Aplicação Prática
A lição para o cristão hoje é que a observação das obras poderosas de Deus, tanto na história bíblica quanto nas manifestações atuais de Sua graça e poder, deve gerar um temor reverente (santidade) e fortalecer a fé em Sua soberania e nas promessas transmitidas por Seus servos. Devemos confiar plenamente no Senhor, buscando uma vida de obediência e testemunho.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar o 'temor' como mero medo paralisante, mas como uma reverência santa e profunda admiração pela grandeza de Deus. Também, evitar a ideia de que a fé é puramente baseada em espetáculos visíveis; a experiência fortalece a fé, mas esta deve ser nutrida constantemente pela Palavra e pelo Espírito. Não se deve limitar a atuação da 'grande mão' de Deus apenas ao passado, mas reconhecer Sua ação presente.