"Mas se a família for pequena para um cordeiro então tome um só com seu vizinho perto de sua casa conforme ao número das almas conforme ao comer de cada um fareis a conta para o cordeiro"
Textus Receptus
"E se a família for muito pequena para um cordeiro, que ele e seu vizinho mais próximo o tomem segundo o número de almas. Cada homem conforme o seu comer fará a conta para o cordeiro."
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Texto Central
Este versículo instrui que, se uma família for pequena para consumir um cordeiro da Páscoa sozinha, ela deve compartilhá-lo com um vizinho, calculando a porção por pessoa para garantir que o cordeiro seja totalmente consumido.
Explicação Histórica
A expressão "família for pequena para um cordeiro" indica a inviabilidade de um grupo familiar reduzir um cordeiro inteiro. A instrução "tome um só com seu vizinho perto de sua casa" estabelece a prática de união entre lares para a refeição. "Conforme ao número das almas" e "conforme ao comer de cada um" especificam que o cálculo da partilha deveria ser feito pela quantidade de pessoas e pela capacidade de cada uma em comer, assegurando que o cordeiro fosse totalmente aproveitado, sem sobras, como exigido pelo ritual.
Interpretação Doutrinária
Este mandamento reflete a precisão e a providência de Deus em Suas ordenanças. No contexto pentecostal clássico, o cordeiro da Páscoa tipifica Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus (João 1:29), cujo sacrifício é perfeito e suficiente. A partilha do cordeiro pré-figura a comunhão dos salvos em Cristo e a universalidade de Sua salvação, disponível a todos que creem, ilustrando a importância da união e da mutualidade entre os filhos de Deus na dispensação da graça (Atos 2:42).
Aplicação Prática
Hoje, a vida cristã deve ser marcada pela comunhão fraternal e pela partilha das bênçãos espirituais, conforme o exemplo de união na Igreja Primitiva. Os crentes são chamados a convidar e incluir o próximo na fé, compartilhando a provisão de Cristo, que é suficiente para todos, e a valorizar a obediência às instruções divinas em todas as áreas da vida.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar este versículo literalmente para a prática cristã contemporânea. Seu significado primário é tipológico e cerimonial, pertencente ao Antigo Pacto. Não se deve focar apenas na logística de compartilhamento do animal, mas sim na prefiguração do sacrifício de Cristo e na comunhão da fé, evitando desviar-se do propósito redentivo maior da Páscoa.