"E Moisés disse Havemos de ir com os nossos meninos e com os nossos velhos com os nossos filhos e com as nossas filhas com as nossas ovelhas e com os nossos bois havemos de ir porque festa do Senhor temos"
Textus Receptus
"E Moisés disse: Iremos com nossos jovens e com nossos velhos, com nossos filhos e nossas filhas, com nossos rebanhos e com nosso gado iremos, porque precisamos celebrar uma festa ao SENHOR."
Moisés insiste que toda a comunidade de Israel, incluindo todas as idades e seus bens, deve sair para celebrar uma festa ao Senhor, sem concessões a Faraó.
Explicação Histórica
A expressão 'Havemos de ir' (literalmente 'iremos') transmite uma determinação inabalável e a natureza compulsória do comando divino. A enumeração 'meninos, velhos; filhos, filhas' destaca a inclusividade da exigência de Deus para que toda a geração participe do ato de adoração. 'Ovelhas e bois' são essenciais não apenas para o sustento, mas principalmente para os sacrifícios da 'festa do Senhor' (חַג, *hag*), que denota uma peregrinação festiva, exigindo a presença de tudo o que era necessário para a oferta sacrificial e a celebração completa.
Interpretação Doutrinária
A exigência de Moisés reflete a soberania de Deus e a totalidade de Sua reivindicação sobre Seu povo. A salvação e o chamado para servir e adorar a Deus abrangem todas as gerações e todos os aspectos da vida e posses do crente. Assim como Israel deveria oferecer uma adoração completa, a doutrina pentecostal clássica enfatiza que a entrega ao Senhor Jesus Cristo deve ser total, sem reservas ou barganhas, abrangendo espírito, alma e corpo, e todos os recursos para a obra de Deus e para o sustento da fé.
Aplicação Prática
O crente de hoje é chamado a uma dedicação integral a Deus, envolvendo toda a família na vida de fé e adoração. Não devemos fazer concessões com o mundo ou com o pecado que impeçam nossa obedição plena e nosso serviço ao Senhor, entendendo que a verdadeira 'festa do Senhor' é uma vida de consagração e louvor que exige nossa totalidade.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar interpretar este versículo como uma justificativa para demandas materiais desconectadas do propósito divino de adoração e sacrifício. Não é um axioma sobre prosperidade, mas uma condição para a libertação e adoração genuína. Também não se deve isolar a demanda de Moisés do contexto de um embate teológico e político onde Deus reivindica Seu povo e o culto que Lhe é devido, desfazendo-se da servidão egípcia.