O governador Tirsata instruiu os que retornaram do cativeiro a não comerem das ofertas sagradas até que um sacerdote com Urim e Tumim estivesse presente para a orientação divina.
Explicação Histórica
O termo 'Tirsata' (em hebraico, Tirshata) refere-se ao governador persa nomeado para Judá, provavelmente um eunuco chamado Neemias ou um oficial anterior. 'Coisas sagradas' (em hebraico, qodashim) refere-se às porções das ofertas e dízimos que eram reservadas para os sacerdotes e levitas. 'Urim e Tumim' eram objetos usados pelo sumo sacerdote, possivelmente pedras dentro do peitoral, para discernir a vontade de Deus em questões importantes, embora seu uso exato e aparência sejam debatidos. A falta de um sacerdote com Urim e Tumim significava a ausência da capacidade de buscar e receber a direção direta de Deus através dos meios estabelecidos.
Interpretação Doutrinária
Este texto ressalta a importância da ordem e da autoridade estabelecidas por Deus na Sua casa e no Seu povo. A necessidade de Urim e Tumim para consultar a Deus demonstra a dependência do povo na liderança sacerdotal e na manifestação divina para a correta administração das coisas santas. Isso se alinha com a doutrina da necessidade de liderança espiritual divinamente ordenada e da busca pela vontade de Deus para a vida da igreja e do crente.
Aplicação Prática
Os crentes devem reconhecer a importância da liderança espiritual santificada e da busca pela vontade de Deus através da oração e da Palavra, especialmente em decisões importantes que afetam a vida da igreja e a santificação pessoal. A obediência à ordem estabelecida por Deus é crucial para a comunhão e o bom testemunho.
Precauções de Leitura
Não se deve inferir que a ausência de Urim e Tumim implique que Deus não fala hoje. O contexto é a restauração da ordem sacerdotal após o exílio. A aplicação moderna deve focar na busca contínua pela vontade de Deus através dos meios que Ele providenciou para a Nova Aliança (Espírito Santo, Palavra, oração), e não na literalidade do Urim e Tumim.