"Quando acabares de dizimar todos os dízimos da tua novidade no ano terceiro que é o ano dos dízimos então a darás ao levita ao estrangeiro ao órfão e à viúva para que comam dentro das tuas portas e se fartem"
Textus Receptus
"Quando tiveres terminado de oferecer todos os dízimos de tua produção, no terceiro ano, que é o ano do dízimo, então os dará ao levita, ao estrangeiro, ao órfão, e à viúva, para que possam comer dentro das tuas portas e se saciem; "
Este versículo instrui a devolução dos dízimos, especificamente no terceiro ano, aos levitas, estrangeiros, órfãos e viúvas, para que se alimentem.
Explicação Histórica
O termo 'dízimos' (ma'aser) refere-se a uma décima parte dos rendimentos agrícolas e pecuários. 'Novidade' (terumah) pode indicar os produtos mais recentes da colheita. O 'ano terceiro' é especificado como o 'ano dos dízimos', sugerindo uma frequência específica para esta oferta, distinta de outros dízimos regulares. A instrução de 'dar' (natán) implica uma entrega generosa e sem restrições. Os destinatários (levita, estrangeiro, órfão, viúva) representam grupos vulneráveis e sem suporte próprio na sociedade.
Interpretação Doutrinária
Este texto reforça a doutrina bíblica da provisão e do cuidado social ordenado por Deus. Ilustra o princípio de generosidade, justiça e compaixão para com os necessitados, demonstrando que a adoração a Deus inclui a prática da justiça social. A separação de uma porção para os levitas, que serviam no santuário, também aponta para o sustento daqueles que se dedicam ao ministério, um princípio análogo à sustentação de obreiros no Novo Testamento (1 Coríntios 9:13-14).
Aplicação Prática
O cristão é chamado a ser generoso e a cuidar dos mais necessitados em nossa comunidade, sejam eles membros da igreja ou não. A responsabilidade de sustentar os obreiros do Senhor também permanece, exigindo fidelidade e desprendimento.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar este versículo como uma lei literal de dízimo aplicável à igreja cristã hoje, pois o sistema de dízimos mosaico estava intrinsecamente ligado à economia e teocracia de Israel. O princípio subjacente de generosidade, justiça e sustento do ministério é o que deve ser aplicado.