"Nela não comerás levedado sete dias nela comerás pães asmos pão de aflição (porquanto apressadamente saíste da terra do Egito) para que te lembres do dia da tua saída da terra do Egito todos os dias da tua vida"
Textus Receptus
"Com ela não comerás pão levedado; sete dias comerás com ela pães ázimos, o pão da aflição; porque saíste da terra do Egito apressadamente; para que possas te lembrar do dia em que saíste da terra do Egito, todos os dias da tua vida. "
A Páscoa e os pães ázimos (sem fermento) são instituídos como memorial perpétuo da saída apressada do Egito, simbolizando a pureza e a urgência da libertação divina.
Explicação Histórica
O termo 'levedado' (em hebraico, 'chametz') refere-se a qualquer alimento feito com grãos fermentados. A instrução 'pães ázimos' (em hebraico, 'matzah') significa pães sem fermento. A expressão 'pão de aflição' ou 'pão da miséria' (em hebraico, 'lechem oni') denota um pão simples, de preparo rápido e sem luxos, remetendo à pressa com que os israelitas saíram do Egito (Êxodo 12:34, 39). O mandamento visa a rememorar (em hebraico, 'zakhar') a saída ('tse'eth') da terra do Egito ('Mitzrayim').
Interpretação Doutrinária
A Páscoa e o uso de pães ázimos ilustram a doutrina da redenção e santificação. A ausência de fermento simboliza a pureza e a necessidade de se apartar do pecado (o fermento é frequentemente associado à corrupção e ao mal no Novo Testamento, como em 1 Coríntios 5:7-8). A celebração anual reforça a soberania de Deus em libertar Seu povo e Sua fidelidade às promessas, um padrão de salvação que se estende à redenção espiritual pela fé em Jesus Cristo, o Cordeiro pascal (1 Coríntios 5:7).
Aplicação Prática
Devemos, como cristãos, celebrar a redenção que temos em Cristo Jesus, lembrando-nos constantemente de Sua obra salvadora. Isso implica viver uma vida santificada, livre da 'fermentação' do pecado, buscando pureza e prontidão espiritual, assim como os israelitas saíram apressadamente do Egito.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar a proibição do fermento como uma regra legalista para os cristãos hoje, mas sim como um símbolo espiritual. A ênfase não está na mera observância ritual, mas na profunda verdade espiritual que ela representa: a necessidade de arrependimento e uma vida nova em Cristo.