"E foi-lhe dado o domínio e a honra e o reino para que todos os povos nações e línguas o servissem o seu domínio é um domínio eterno que não passará e o seu reino o único que não será destruído"
Textus Receptus
"E foi-lhe dado domínio, e glória e um reino, para que todo povo, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, o qual não passará, e o seu reino, o que não será destruído."
O versículo descreve a concessão divina de domínio, honra e reino a uma figura messiânica, cujo poder é universal, eterno e indestrutível, contrastando com os impérios terrenos.
Explicação Histórica
'Foi-lhe dado' aponta para uma concessão de autoridade divina, e o 'lhe' refere-se ao 'Um como o Filho do Homem' de Daniel 7:13. O 'domínio e a honra, e o reino' significam soberania universal e dignidade. A frase 'para que todos os povos, nações e línguas o servissem' enfatiza a abrangência global de sua autoridade e a submissão de toda a criação. A natureza 'eterna' e 'não será destruído' sublinha a perpetuidade e invencibilidade deste reino, em clara oposição à transitoriedade dos reinos descritos anteriormente.
Interpretação Doutrinária
Este texto profetiza a realeza messiânica de Jesus Cristo, o 'Filho do Homem', estabelecendo Sua soberania universal e eterna. Conforme a doutrina pentecostal clássica, o reino de Cristo é de origem divina, transcendendo e superando todos os reinos terrenos, e representa a consumação do plano de Deus para a humanidade. Ele reafirma que toda a criação, no tempo determinado, se submeterá a Ele (Filipenses 2:9-11).
Aplicação Prática
Os crentes são chamados a reconhecer e servir a Jesus Cristo como o Rei eterno e soberano, buscando viver em submissão à Sua vontade. Isso inspira confiança e esperança na vitória final de Cristo sobre todas as forças terrenas, encorajando a fidelidade ao Seu Reino divino e não aos sistemas passageiros deste mundo.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar interpretar este versículo como um endosso a ideologias de domínio político terrestre imediato por parte da igreja. O reino de Cristo é primariamente espiritual e moral no presente, embora sua consumação futura seja universal e visível. Não se deve negligenciar a responsabilidade evangelística enquanto se aguarda a manifestação plena e visível do Reino.