"Quando ouvirdes o som da buzina do pífaro da harpa da sambuca do saltério da gaita de foles e de toda a sorte de música vos prostrareis e adorareis a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado"
Textus Receptus
"que no momento em que ouvirdes o som da corneta, flauta, harpa, sacabuxa, saltério, xilofone e todos os tipos de música, vós vos prostrareis e adorareis à imagem dourada que o rei Nabucodonosor ergueu;"
Daniel 3:5 descreve o edito do rei Nabucodonosor, ordenando que todos se prostrassem e adorassem uma imagem de ouro ao som de diversos instrumentos musicais.
Explicação Histórica
A expressão 'toda a sorte de música' (Aramaico: 'kol zene zemara') indica a universalidade e a obrigatoriedade da ordem, enquanto a lista detalhada de instrumentos ('buzina, pífaro, harpa, sambuca, saltério, gaita de foles') sublinha a orquestração completa para que ninguém pudesse alegar não ter ouvido o sinal. 'Vos prostrareis, e adorareis' descreve o ato físico de submissão e o ato espiritual de devoção exigidos à imagem idólatra.
Interpretação Doutrinária
O versículo ilustra a exigência de uma adoração exclusiva a Deus e a rejeição de qualquer forma de idolatria. A adoração compulsória a uma imagem feita por mãos humanas é uma afronta direta aos mandamentos divinos (Êxodo 20:3-5, Deuteronômio 6:4), reforçando a doutrina pentecostal de fidelidade inabalável ao Deus Altíssimo.
Aplicação Prática
O crente hoje deve permanecer vigilante contra qualquer sistema ou pressão cultural que tente desviar sua adoração exclusiva a Deus, seja por bens materiais, poder ou ideologias, mantendo a santificação e a separação do mundo.
Precauções de Leitura
É crucial não isolar este versículo do restante do capítulo, que narra a recusa dos servos de Deus. A condenação não recai sobre a música em si, mas sobre o uso dela para fins idólatras, desvirtuando a verdadeira adoração devida somente ao Criador.