"O teu pescoço como a torre de marfim os teus olhos como os viveiros de Hesbom junto à porta de Bete-Arabim o teu nariz como torre do Líbano que olha para Damasco"
Textus Receptus
"O teu pescoço é como uma torre de marfim; os teus olhos como os lagos de Hesbom, junto à porta de Bate-Rabim; o teu nariz é como torre do Líbano, que olha para Damasco."
O Cântico descreve a beleza e a singularidade da Sulamita através de metáforas comparando partes do seu corpo a estruturas imponentes e a locais de beleza.
Explicação Histórica
A comparação do pescoço com uma 'torre de marfim' evoca ideia de retidão, pureza e nobreza. 'Viveiros de Hesbom' (ou tanques de água) sugerem profundidade, clareza e talvez um reflexo da beleza celestial nos olhos da amada. 'Torre do Líbano' e 'olha para Damasco' descreve o nariz como reto, altivo e com um perfil distinto, evocando a imponência das construções montanhosas e a amplitude da visão.
Interpretação Doutrinária
Este texto, embora focado na beleza física, pode ser interpretado alegoricamente no contexto da relação entre Cristo (o Amado) e a Igreja (a amada). A pureza ('marfim'), a profundidade espiritual e a contemplação ('viveiros') e a dignidade ('torre') da Igreja são vistas como admiráveis aos olhos de Cristo, que a santifica e a contempla.
Aplicação Prática
A beleza que agrada a Deus não é meramente exterior, mas a pureza de coração, a profundidade na busca pela verdade divina e a dignidade no comportamento cristão. Devemos zelar pela santidade e pela clareza espiritual em nossa vida.
Precauções de Leitura
Evitar interpretações excessivamente literais ou focadas apenas na estética física, que podem levar à vaidade. O contexto poético e a aplicação espiritual são mais relevantes do que a análise meramente física das comparações.