"Dize-me ó tu a quem ama a minha alma Onde apascentas o teu rebanho onde o recolhes pelo meio-dia pois por que razão seria eu como a que erra ao pé dos rebanhos de teus companheiros"
Textus Receptus
"Diz-me, ó tu, a quem minha alma ama: Onde apascentas, onde fazes o teu rebanho descansar ao meio-dia; pois por que seria eu como a que se desvia junto aos rebanhos de teus companheiros?"
A Sulamita pergunta ao seu amado onde ele apascenta seu rebanho, expressando seu desejo de encontrá-lo e sua relutância em se misturar com outros pastores.
Explicação Histórica
A frase 'Onde apascentas...' é uma pergunta direta sobre a localização do amado e de seu rebanho (metaforicamente, seu povo ou seus bens). 'Pelo meio-dia' indica o momento de maior calor, quando os rebanhos geralmente buscam sombra e descanso. A expressão 'como a que erra' (ou 'como a coberta') denota uma situação de desorientação ou necessidade de esconder-se, que ela deseja evitar ao ir diretamente ao seu amado, e não aos seus companheiros.
Interpretação Doutrinária
Este anseio pela comunhão exclusiva com o amado, e a recusa em se associar a outros, reflete a busca do crente por uma relação íntima e pura com Cristo. A 'igreja' (o rebanho de Cristo) busca a orientação e o cuidado do Pastor, evitando a confusão e a dispersão que vêm de se desviar para 'companheiros' ou ensinos estranhos.
Aplicação Prática
O crente deve buscar ardentemente a comunhão com Cristo, buscando conhecê-lo e segui-lo em todos os momentos, especialmente nos 'meios-dias' (momentos de maior calor e dificuldade). Devemos evitar misturar nossa fé com ensinos e práticas que não provêm de Cristo, mantendo a pureza da nossa devoção a Ele.
Precauções de Leitura
Não interpretar literalmente a relação de pastoreio sem considerar o contexto do amor romântico e espiritual. Evitar aplicar a exclusividade de forma a promover o isolamento do corpo de Cristo ou a condenação de outros irmãos.