O versículo introduz a mensagem de Jesus Cristo à igreja em Esmirna, identificando-se como o Eterno que morreu e ressuscitou.
Explicação Histórica
A expressão "anjo da igreja" refere-se ao mensageiro ou líder espiritual da congregação em Esmirna. A autoidentificação de Cristo como "o primeiro e o último" (cf. Apocalipse 1:17) sublinha Sua divindade, eternidade e soberania sobre toda a criação e a história. A frase "que foi morto, e reviveu" aponta para Sua morte sacrificial na cruz e Sua gloriosa ressurreição, sendo estes os pilares da fé cristã e a base de Sua autoridade e poder. Esmirna era uma cidade portuária próspera, mas a congregação ali enfrentava perseguição e pobreza.
Interpretação Doutrinária
Este texto reafirma a soberania e a eternidade de Jesus Cristo como o Deus eterno. A menção de Sua morte e ressurreição é um testemunho fundamental da doutrina da salvação pela fé em Cristo e de Sua vitória sobre o pecado e a morte, oferecendo a todos os que Nele creem a esperança da vida eterna. Para a igreja perseguida, a identificação de Cristo com Seu sofrimento e Sua vitória final sobre a morte proporciona consolo e fortaleza, reafirmando que Ele é o Senhor de toda a situação e a garantia da ressurreição dos crentes.
Aplicação Prática
Os crentes hoje devem depositar sua plena confiança em Jesus Cristo, reconhecendo Sua soberania sobre todas as circunstâncias, incluindo as adversidades. A recordação de Sua morte e ressurreição deve fortalecer a fé, inspirar perseverança diante de provações e manter viva a esperança na vida eterna e na Sua vinda.
Precauções de Leitura
É crucial não isolar este versículo do restante da carta a Esmirna, que detalha o sofrimento da igreja e a promessa de vitória. A interpretação de "anjo da igreja" deve ser compreendida como um representante humano, e não como uma entidade angelical literal. Não se deve utilizar a identificação de Cristo como "primeiro e último" para diminuir Sua divindade trinitária, mas sim para realçar Sua identidade divina singular.