"Quem te não temerá ó Senhor e não magnificará o teu nome Porque só tu és santo por isso todas as nações virão e se prostrarão diante de ti porque os teus juízos são manifestos"
Textus Receptus
"Quem não te temerá, ó Senhor, e não glorificará o teu nome? Porque tu somente és santo; porque todas as nações virão e adorarão diante de ti, porque os teus juízos foram feitos manifestos."
Este versículo expressa uma exortação de louvor a Deus, fundamentada em Sua santidade exclusiva e na manifestação de Seus justos juízos, que levará todas as nações a temê-Lo e adorá-Lo.
Explicação Histórica
A expressão "Quem te não temerá, ó Senhor" onde "temerá" (grego: phobēthēsetai) denota reverência, admiração e submissão à majestade e poder divinos. "e não magnificará o teu nome" (grego: doxasei) significa glorificar, honrar e exaltar o caráter e a reputação de Deus. A afirmação "Porque só tu és santo" utiliza "santo" (grego: hosios) para enfatizar a pureza moral e a retidão exclusiva de Deus. "todas as nações virão, e se prostrarão diante de ti" é uma profecia de reconhecimento universal, onde "prostrarão" (grego: proskynēsousin) indica adoração e submissão. "porque os teus juízos são manifestos" (grego: dikaiōmata) se refere aos atos justos e retributivos de Deus que se tornaram evidentes e incontestáveis.
Interpretação Doutrinária
Este versículo sublinha a doutrina da santidade intrínseca e absoluta de Deus como o alicerce de Seu caráter e de toda Sua obra. A adoração universal futura é uma resposta direta à Sua santidade e à manifestação inegável de Seus justos juízos, que provam Sua retidão e soberania. Para a fé pentecostal, isso reforça a necessidade de um temor reverente a Deus, a busca pela santificação pessoal para Lhe agradar e a convicção do triunfo final da justiça divina sobre o mal.
Aplicação Prática
O cristão é chamado a temer a Deus com reverência e a glorificar Seu nome continuamente, reconhecendo Sua santidade e justiça em todas as circunstâncias. Devemos buscar a santificação em nossa própria vida, viver em obediência à Sua Palavra e testemunhar de Seus juízos e misericórdias, para que outros também venham a adorá-Lo.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar o "temor" a Deus como um medo paralisante, mas como uma reverência que inspira obediência e adoração. Igualmente, o reconhecimento universal de Deus pelas nações, embora futuro, não implica universalismo na salvação, mas sim a sujeição de toda a criação à Sua autoridade e o reconhecimento forçado de Seus juízos manifestos.