O Senhor declara que permitirá que o remanescente de Edom e todas as nações sejam possuídos, demonstrando Seu controle soberano sobre todas as nações.
Explicação Histórica
O termo hebraico 'possuam' (yirshu) carrega a ideia de herdar ou tomar posse, frequentemente associada à conquista territorial. 'O restante de Edom' refere-se aos edomitas que sobreviveriam a juízos anteriores. 'Nações que são chamadas pelo meu nome' são aquelas que, embora possam ter tido alguma relação ou reconhecimento do Deus de Israel, também estariam sujeitas ao Seu juízo final. A frase 'diz o Senhor, que faz estas coisas' enfatiza a autoridade e o poder executivo do próprio Deus sobre os eventos descritos.
Interpretação Doutrinária
Este versículo reforça a doutrina da soberania universal de Deus sobre todas as nações, não apenas sobre Israel. Ele demonstra que o juízo e a vindicação divina não se limitam a um povo, mas abrangem toda a humanidade e todas as etnias. Para a CCB, isso alinha-se à compreensão de que Deus é o Senhor de toda a criação e que Seu plano de salvação e juízo é abrangente, culminando na vinda de Cristo e no julgamento final. A menção de 'nações chamadas pelo meu nome' pode aludir a um reconhecimento prévio ou a uma futura inclusão sob o senhorio de Deus, conforme a revelação posterior.
Aplicação Prática
Os crentes devem reconhecer e se submeter à soberania absoluta de Deus sobre todas as nações e circunstâncias. Isso traz consolo em saber que Deus tem controle, mesmo em tempos de caos e juízo, e incentiva a pregação do evangelho a todas as nações, pois o plano de Deus é universal.
Precauções de Leitura
Evitar interpretar este versículo como uma justificativa para a conquista violenta por parte de um povo específico em nome de Deus, pois o contexto é de juízo divino e não de autorização para ação humana expansionista. Não isolar o versículo, ignorando o contexto profético de juízo sobre o pecado, tanto de Israel quanto das nações.