"E chamou a seu moço que o servia e disse Deita a esta fora e fecha a porta após ela"
Textus Receptus
"Então, ele chamou o seu servo que lhe servia, e disse: Retira, agora, esta mulher da minha presença, e tranca a porta após ela. "
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Palavra
Qtd. V.T.
Qtd. N.T.
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Texto Central
Após violentar Tamar, Amnon a rejeita com intensa aversão e ordena a seu servo que a expulse de sua casa de forma humilhante.
Explicação Histórica
A expressão 'Deita a esta fora' (hebraico 'šallah na' 'et-zo't hahûṣâ') é uma ordem imperativa que denota uma expulsão violenta e desrespeitosa. 'Fecha a porta após ela' ('ûn'qôb 'et-haddelet 'aharêhā') simboliza a finalidade da rejeição e o desejo de Amnon de romper qualquer conexão com Tamar e apagar o evento. O 'moço que o servia' ('na'ar mešāretô') refere-se a um servo pessoal, indicando a execução imediata e inquestionável da ordem.
Interpretação Doutrinária
Este episódio trágico demonstra a natureza enganosa e destrutiva da concupiscência e do pecado carnal, que, uma vez consumados, levam à aversão, à injustiça e ao sofrimento. Ele ilustra biblicamente como o pecado distorce os princípios divinos de amor e respeito, ferindo a dignidade humana e gerando graves consequências. A narrativa ressalta a importância de buscar a santificação e a pureza de coração, conforme ensinado por Cristo para evitar tais males.
Aplicação Prática
O cristão é advertido sobre a natureza perversa do pecado sexual e da violência, que trazem amargura e destruição. Devemos zelar pela pureza do coração, resistir às tentações e cultivar o amor fraternal, respeitando a dignidade de cada pessoa. A santidade e o arrependimento são caminhos para uma vida que agrada a Deus e preserva o corpo como templo do Espírito Santo.
Precauções de Leitura
É fundamental não interpretar este versículo como justificativa para qualquer forma de abuso ou rejeição. Ele descreve um ato pecaminoso e suas graves consequências, sendo um relato de advertência sobre a depravação humana, e não um modelo de conduta aprovada por Deus. A interpretação deve sempre condenar o pecado e defender a justiça e a dignidade das vítimas.