"Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas para que por elas fiqueis participantes da natureza divina havendo escapado da corrupção que pela concupiscência há no mundo"
Textus Receptus
"Pelas quais nos são concedidas grandíssimas e preciosas promessas, para que através destas possais ser participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção que há no mundo, através da concupiscência."
O versículo afirma que Deus nos concedeu Suas grandiosas promessas, através das quais os crentes podem participar de Sua natureza divina e escapar da corrupção mundana gerada pela concupiscência.
Explicação Histórica
'Pelas quais' refere-se ao divino poder e glória mencionados em 2 Pedro 1:3. As 'grandíssimas e preciosas promessas' denotam a magnitude e o valor inestimável dos compromissos divinos, que servem de base para a fé e esperança. 'Participantes da natureza divina' indica uma comunhão e uma conformidade moral e espiritual com Deus, não uma deificação do ser humano, mas uma transformação de caráter para refletir Seus atributos santos e justos. 'Havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo' descreve a libertação do domínio do pecado e da deterioração moral e espiritual que emana dos desejos pecaminosos (concupiscência) inerentes à condição humana decaída (Tiago 1:14-15) e promovidos pelo sistema mundano.
Interpretação Doutrinária
Conforme a doutrina pentecostal, as 'grandíssimas e preciosas promessas' são a base da fé e incluem a salvação em Cristo, o batismo no Espírito Santo e o poder para uma vida santa. Ser 'participante da natureza divina' ressalta a obra de regeneração e santificação do Espírito Santo, que capacita o crente a viver uma vida separada do pecado e em conformidade com a vontade de Deus. O escape da 'corrupção... que pela concupiscência há no mundo' enfatiza a necessidade do arrependimento e da busca contínua pela santificação, onde o poder de Deus livra o salvo dos vícios e paixões carnais.
Aplicação Prática
O crente deve confiar plenamente nas promessas de Deus como fundamento para sua vida espiritual, buscando ativamente uma transformação interior que o leve a refletir o caráter de Cristo. É um chamado a fugir e resistir às paixões mundanas e à corrupção, vivendo em santidade e retidão, consciente de que a participação na natureza divina capacita para tal jornada.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar 'participantes da natureza divina' como uma fusão ontológica com Deus ou uma deificação do homem, mas sim como uma participação moral e espiritual. Igualmente, o 'escape da corrupção' não é uma permissão para a passividade, mas uma capacitação que exige vigilância contínua e esforço para se afastar do pecado e das concupiscências, alinhado à exortação para se acrescentar virtudes (2 Pedro 1:5-7).