"Então tirou Asa a prata e o ouro dos tesouros da casa de Deus e da casa do rei e enviou a Benadade rei da Síria que habitava em Damasco dizendo"
Textus Receptus
"Então, Asa retirou prata e ouro dos tesouros da casa do SENHOR e da casa do rei, e enviou para Ben-Hadade, rei da Síria, que habitava em Damasco, dizendo: "
O Rei Asa, em desespero, usou recursos sagrados e reais para subornar o rei da Síria a fim de obter ajuda militar contra Israel.
Explicação Histórica
Asa, agindo como soberano, 'tirou' (hebraico: 'laqach', que significa pegar, levar) tesouros de 'bet Elohim' (Casa de Deus) e 'bet ha-melech' (Casa do Rei). A intenção era 'enviar' (hebraico: 'shalach') a Ben-Hadade, rei de Damasco (uma capital síria proeminente), como um suborno para que ele 'fizesse aliança' (implícito no contexto de suborno para guerra) e atacasse o reino do norte de Israel. A frase 'dizendo:' introduz as palavras exatas que Asa enviou.
Interpretação Doutrinária
Este ato ilustra a fraqueza humana e a tendência de buscar ajuda em meios terrenos e não divinos, mesmo por parte de reis considerados piedosos em outras ocasiões (1 Reis 15:11). A apropriação de tesouros da Casa de Deus para fins políticos e militares aponta para a transgressão de não depender exclusivamente da providência e do poder de Deus, um princípio fundamental para a fé e a prática no Novo Testamento. A salvação e a proteção vêm de Deus, não de alianças humanas.
Aplicação Prática
Em momentos de dificuldade e pressão, devemos nos lembrar de que nossa força e socorro vêm do Senhor. Não devemos recorrer a meios ilícitos, a confiança em riquezas materiais ou a alianças duvidosas, mas sim buscar a face de Deus em oração e fé, confiando em Sua intervenção soberana. A dependência exclusiva em Deus é a chave para a vitória espiritual.
Precauções de Leitura
Evitar a interpretação de que a ação de Asa foi aprovada ou que a utilização de bens da igreja para fins externos é justificável. O texto, em seu contexto posterior, mostra a desaprovação divina dessa escolha.