"Pense o tal isto que quais somos na palavra por cartas estando ausentes tais seremos também por obra estando presentes"
Textus Receptus
"Considere o tal isto, que, assim como somos na palavra por cartas, quando estamos ausentes, tais também seremos em ações, quando estivermos presentes."
Paulo afirma que a autoridade e a força expressas em suas cartas serão igualmente evidentes em suas ações quando estiver presente entre os coríntios.
Explicação Histórica
A expressão "Pense o tal isto" refere-se aos opositores de Paulo mencionados no versículo anterior. "Na palavra por cartas, estando ausentes" alude à clareza e autoridade com que Paulo escrevia em suas epístolas. "Tais seremos também por obra, estando presentes" significa que a autoridade e a manifestação de poder que Paulo expressava em suas cartas serão confirmadas por suas ações e conduta quando estiver fisicamente entre eles, demonstrando coerência e integridade em seu ministério.
Interpretação Doutrinária
Este texto sublinha a importância da integridade e coerência entre a palavra pregada ou ensinada e a vida prática do obreiro. Reflete a doutrina de que a autoridade apostólica e espiritual não se manifesta apenas em palavras, mas também em "obra", que pode incluir tanto a conduta moral irrepreensível quanto a demonstração do poder de Deus através dos dons espirituais, conforme a manifestação do Espírito Santo na vida de quem serve a Deus, reforçando a crença na atualidade e relevância dos dons espirituais e do testemunho de vida.
Aplicação Prática
O cristão é exortado a buscar uma vida de constante coerência entre o que crê, fala e pratica. Aqueles que ministram a Palavra devem ser exemplos vivos da fé que professam, permitindo que a manifestação do Espírito e uma vida santificada validem suas palavras e testemunhem a obra de Deus em sua vida.
Precauções de Leitura
É importante não isolar este versículo para justificar arrogância pessoal ou uma postura de autoridade desprovida de humildade. Sua interpretação deve focar na defesa da autoridade ministerial divinamente concedida e na necessidade de um testemunho fiel e consistente, e não como uma ameaça de poder humano ou manipulação.