Um líder da igreja deve possuir um bom testemunho perante os não-crentes para evitar desonra e não cair nas artimanhas do diabo.
Explicação Histórica
Convém (dei) indica necessidade divina. Bom testemunho (kalēn martyrian) refere-se a uma reputação íntegra e conduta ética. Dos que estão de fora (tōn exōthen) designa os não-crentes. Afronta (oneidismon) significa opróbrio, desonra ou escândalo público. Laço do diabo (pagida tou diabolou) alude a uma armadilha ou engodo de Satanás para desacreditar o servo de Deus e, consequentemente, a obra divina.
Interpretação Doutrinária
Conforme a teologia pentecostal clássica, os obreiros devem ser irrepreensíveis (1 Timóteo 3:2) tanto na igreja quanto perante a sociedade. Um bom testemunho exterior é essencial para a credibilidade do Evangelho e para que a Igreja não seja envergonhada. A falha nesta área abre caminho para as maquinações de Satanás (Efésios 6:11), comprometendo a santificação e a edificação espiritual dos fiéis.
Aplicação Prática
O cristão, especialmente aquele que almeja ou exerce liderança, deve viver de forma exemplar, exibindo integridade e retidão em todas as suas interações, dentro e fora da congregação. Essa conduta reflete o poder transformador de Cristo, glorifica a Deus e protege a igreja de desonra, encorajando a busca pela santidade pessoal.
Precauções de Leitura
Não se deve confundir 'bom testemunho' com popularidade mundana ou com a busca por aprovação humana em detrimento dos princípios bíblicos. O testemunho externo é um reflexo do caráter cristão genuíno e não deve levar a compromissos com padrões seculares ou a uma falha em pregar o Evangelho por medo de reprovação.