O versículo afirma que rejeitar as instruções apostólicas sobre a santificação é desprezar a Deus, que concedeu o Seu Espírito Santo aos crentes.
Explicação Histórica
A expressão 'Portanto, quem despreza isto' remete diretamente às exortações anteriores sobre a santificação e a pureza sexual (1 Tessalonicenses 4:3-7). O verbo grego 'atheteō' (ἀθετέω), traduzido como 'despreza', significa rejeitar, anular ou desconsiderar algo como sem valor ou autoridade. A frase 'não despreza ao homem, mas sim a Deus' sublinha a origem divina dessas ordens, indicando que as instruções de Paulo não eram meramente opiniões humanas. 'Que nos deu também o seu Espírito Santo' aponta para o Espírito Santo como o Agente divino que capacita os crentes para viverem em santidade e também o Doador dessas revelações e poder para cumpri-las, evidenciando a base pneumática da obediência.
Interpretação Doutrinária
Este texto reforça a doutrina pentecostal da santificação como um mandamento divino essencial, não uma opção. A rejeição da pureza e santidade é vista como uma afronta direta a Deus, não apenas uma falha moral. A menção do Espírito Santo é vital, pois Ele é a Fonte de poder e guia para a vida santa, e Sua presença ativa na vida do crente o capacita a obedecer aos preceitos divinos. Assim, a vida em santidade é uma evidência da obra contínua do Espírito em nós, e desconsiderar esses ensinos é desconsiderar a Deus que age por meio de Seu Espírito.
Aplicação Prática
O crente deve levar a sério os mandamentos de Deus, especialmente aqueles relacionados à santificação e pureza moral. A obediência a essas instruções não é meramente uma observância de regras, mas um ato de reverência a Deus e uma resposta à atuação do Espírito Santo em sua vida, buscando viver de forma que O honre e O agrade.
Precauções de Leitura
É crucial não isolar 'despreza isto' do seu contexto imediato, aplicando-o a qualquer preceito humano sem base bíblica. O 'isto' refere-se especificamente às instruções divinas sobre santificação e pureza. Deve-se evitar a interpretação de que o Espírito Santo é dado apenas para propósitos de dons, negligenciando Seu papel fundamental na capacitação para a santificação e na revelação da vontade divina.